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42 Ideias De Mpb

Até mesmo as bandas de baile – que animavam as noites interioranas naquele estado – deixaram de lado os ousados repertórios com Beatles, Rolling Stones e outros grandes nomes da música nacional e internacional, para exibirem a mesma formação e proposta do “É o Tchan” e cia. Será um prazer e uma alegria”, diz Faustini, que é professor do Departamento de Engenharia de Produção e autor do livro Caixas de Música, produzido pela Secretaria de Cultura da Ufes. Para Velasco, que é compositor e jornalista com 36 anos de atuação na imprensa capixaba, o encontro dos dois será uma oportunidade de ampliar a divulgação da MPB no cenário radiofônico do Espírito Santo, buscando preservar a memória da cultura musical capixaba.

Além de compositor e instrumentista de muito talento, Lenine é um cara que nunca limitou sua sonoridade. Por sempre acreditar na música sem fronteiras, esse artista tão visionário equaliza sua MPB com rock, maracatu, manguebeat, blues, ritmos reginais e outros temperos mais. “A partir do Tropicalismo, a história de gêneros praticamente desapareceu”, diz Tatit, explicando que promover a mistura nas músicas é como um trunfo. O artista não se define como sambista, por exemplo, mas diz apenas que “está na música”, como explica o professor. Há ainda o baiano Raul Seixas, que muda a era do rock nacional revelado pela Jovem Guarda. O artista impõe letras marcadas pela contrariedade à rotina, à exploração social e do trabalho.

Os Números Da Agricultura Brasileira

Segundo Kátia, a música deve ser valorizada como instrumento linguístico, comportamental, literário e muito mais, pois, sabendo ser usada, desperta o interesse dos estudantes para toda e qualquer área do conhecimento. Ela, que muitas vezes se referenciou com as canções de Djavan, destaca que a música “Facilita a compreensão de como funcionaram, por exemplo, as Escolas Literárias ao mesmo tempo em que transforma o agora, harmonizando o espaço escolar”. Alberto Ikeda acredita que o próprio conceito de arte já justifica essa maior abertura para os diferentes gêneros. No entanto, o professor diz que “até a década de 90, ainda havia a necessidade da indústria de estabelecer classificações no sentido de propor algum direcionamento de vendagem”. Na contemporaneidade, Ikeda assume ser difícil definir tais limites, mas reforça a lembrança de que algumas rádios ainda instauram gêneros, sobretudo o rock. A Elis Regina, inclusive, cantou um dos primeiros exemplos de músicas do gênero MPB.

mpb

Isso porque, apesar dos temas serem supostamente mais “superficiais”, eles ainda falam bastante da realidade dos jovens da época e são músicas bem localizadas, que apesar de se aproveitarem de ritmos do exterior, são autenticamente brasileiras. No final da década de 1990, a mistura da música latina influenciada pelo reggae e pelo samba deu origem ao samba-reggae, além de outras fusões, como o axé music e o manguebeat. Depois disso, a site de música começou a abranger outras misturas de ritmos, como o rock, soul, funk e o samba, que deu origem a outros estilos, como o samba-rock e o samba-funk. Enquanto aqueles mais alinhados à Bossa Nova defendiam a sofisticação musical, os estudantes defendiam uma fidelidade à música de raiz brasileira. Atualmente a MPB engloba diversos estilos que seguem características das regiões do Brasil e, ao mesmo tempo, do país como um todo. Contudo, na época de seu surgimento, era muito mais comum ser executada de forma acústica, com voz e violão ou voz e piano.

A Música Está No Dna

Quando voltaram, entre 1971 e 1979, ano em que foi sancionada a lei da anistia, continuaram a gravar suas impressões daquele mundo e dos seus valores. Por outro lado, ritmos que alguns caracterizam como “música de periferia”, como o rap e o hip-hop, também vão ganhando cada vez mais espaço, talvez até mesmo diluindo o que se conhecia como música popular brasileira, caminhando para um conceito que poderia se chamar música brasileira popular. DivulgaçãoA som na net (Música Popular Brasileira), surgiu na década de 60, durante a Ditadura Militar no Brasil. Como uma espécie de sucessão à Bossa Nova, a MPB misturou os ritmos desse gênero musical com os movimentos musicais dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes e seu engajamento folclórico.

A realização é uma parceria da Ufes, por meio da Secretaria de Cultura, e do Governo do Estado, pela RTV. No decorrer de três horas do programa, os dois irão conversar sobre a paixão pela site de música e sobre a importância da música em suas trajetórias pessoais e profissionais, com a mediação do jornalista, escritor e pesquisador musical José Roberto Santos Neves. Além de suas memórias afetivas, os dois irão relacionar as canções apresentadas no programa com acontecimentos importantes registrados no país nas últimas décadas. Com exceções de duas músicas inéditas de autoria do cantor e compositor fluminense, 190 e Dor de cotovelo, já previamente editadas em single duplo, as demais composições são regravações ao vivo de sucessos da música brasileira. É um trabalho que “visa recuperar a memória de uma facção da cultura popular deixada ao largo da historiografia, trazendo à tona sua luta, seus embates, suas formas de expressão e resistência”.

Esse movimento seguiu um caminho bem diferente da , adotando um estilo mais voltado para o rock, com guitarra elétrica, ritmos dançantes fortemente influenciados pela música que vinha do exterior e com temas mais “superficiais”. Um elemento bem característico da MPB é a presença de uma crítica velada à injustiça social e à repressão governamental, muitas vezes baseadas em uma oposição de cunho progressista à cena política caracterizada pela ditadura militar. O gênero veio como uma resposta para o fim da Bossa Nova no Brasil e trouxe uma renovação musical gigantesca para o país, revelando nomes de grande peso e importância até hoje, como Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina e tantos outros nomes. Apesar de cada música possuir acordes específicos, a parte rítmica era bastante similar na maioria das canções.

Conte às crianças que algumas das canções que vão ser ouvidas foram originalmente escritas como poesia. Para justificar qualquer escolha pessoal ou para evitar serem envolvidos por algum tipo de crítica, muitos escapam pela tangente usando a velha máxima “gosto não se discute”. Enquanto gosto continuar sem discussão, muito lixo vai sendo empurrado goela abaixo de quem pensa que quer e de quem não quer de jeito algum. Exemplo disso é o que vem sendo produzido e consumido no Brasil em termos de música desde meados da década de 80.

Assim, a site de música, fundamentada desde a sua origem na idéia modernista das “três raças” , à medida que pressupõe uma musicalidade resultante do encontro de informações européias, africanas e indígenas, convive com sonoridades que negam frontalmente este postulado. Há uma certa tradição do rap, representada, por exemplo, pelos Racionais MC’s, que se orienta por uma redefinição da idéia de nacionalidade, ao passo que ela não mais se confunde com os limites geográficos do Estado-nação. Em vez de postular a miscigenação em termos culturais, o que esses rappers buscam, pelo contrário, é o fortalecimento da etnia negra. Identidades cuja ancestralidade é atribuída a povos de localidades diferentes, criando-se um mapeamento alternativo ao que conforma o Brasil, e que obedece ao um corte transversal no planeta, privilegiando redutos negros dos Estados Unidos, do Caribe, da África e do Brasil, principalmente os periféricos. Ao longo dos anos, artistas como Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia surgiram na cena musical, ao mesmo tempo que a MPB passou a assumir outros ritmos.

Quem é o maior artista da atualidade?

Beyoncé e Mariah Carey são as únicas artistas a alcançarem o #1 em quatro décadas diferentes na principal parada de singles dos Estados Unidos, a Billboard Hot 100.

Por conta da censura imposta nos “anos de chumbo” pela ditadura militar, os artistas tiveram que usar analogias e trocadilhos. Ao mesmo tempo, o ritmo foi passando uma sonoridade mais popular do que o refinamento que havia na Bossa Nova. Então, a composição musical do período ganhou mais relevância no contexto histórico, as letras representavam os sentimentos de quem se opunha ao regime e queria a volta da Democracia. Com o passar dos anos, entende-se MPB como um vasto leque de produções musicais brasileiras, que mescla samba, reggae, maracatu, rock, bossa nova, choro, jovem guarda e outros ritmos brasileiros com influência internacional. Mesmo com esses impedimentos, consolidados na música popular brasileira com uma obra que exibia as marcas de sua época, os cantores e compositores agora já exilados, aproveitaram o exterior para lançarem internacionalmente suas músicas.